Microempresas poderão ser beneficiadas com programa de ajuda durante pandemia

Em meio ao caos das crises sanitária e econômicas geradas pela pandemia de novo coronavírus, as pequenas e microempresas brasileiras podem receber uma notícia positiva em breve.

De acordo com o do secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, um programa de ajuda para esses empreendimentos está a caminho. Isso porque os financiamentos para o setor tendem a ser liberados a partir da sanção de uma lei que oportuniza o uso do Fundo de Garantia de Operações (FGO).

Ajuda para microempresas brasileiras

Vale salientar que esse fundo é gerido pelo Banco do Brasil. O FGO poderá ser destinado como uma espécie de cobertura para possíveis inadimplências referentes aos empréstimos. A avaliação de Carlos da Costa foi divulgada em uma transmissão ao vivo efetuada pelo banco BTG Pactua, bem como publicada pela Agencia Brasil.

De acordo com Costa, o Governo Federal pretende colocar 15 bilhões de reais no FGO, ampliando o orçamento do fundo para até 18 bilhões de reais. Portanto, o fundo será usado para cobrir até 85% do rombo. E, eventualmente deixar de ser quitado junto as instituições financeiras que repassarem recursos tanto para as micros quanto as pequenas empresas.

Médias empresas

Ainda segundo a Agencia Brasil, as médias empresas também devem contar com alguma ajuda da União. O secretario chegou a frisar que o Governo Federal estuda criar um novo Fundo Garantidor para Investimentos (FGI) e ainda aumentar o escopo do fundo.

Sendo assim, esse fundo vai começar a cobrir o calote não somente de investimentos, bem como de linhas de crédito para a capital de giro. Conforme o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, essa movimentação terá um aporte de aproximadamente 20 bilhões de reais do governo ao novo fundo.

Além disso, Costa afirmou que algumas ações de suporte e de desoneração de companhias podem ser mantidas após o encerramento da pandemia. Para ele, a nova normalidade da economia nacional contará com um cenário com “menos ônus” sobre os empregadores.

Ampliação do auxílio emergencial

Elaborado para diminuir a redução e/ou perda total de renda dos brasileiros atingidos pela pandemia de coronavírus, o auxílio emergencial de R$ 600 (R$ 1,2 mil para mães solteiras) poderá ser mantido a médio e longo prazo.

Microempresas poderão ser beneficiadas com programa de ajuda durante a pandemia
Foto: Marcello Casal / Agencia Brasil

De acordo com Costa, o Governo Federal debate se a ajuda e outras ações de socorro deverão durar somente os 90 dias previstos inicialmente. Ou se poderão ser reduzidas de maneira gradual, em um processo de transição para um novo sistema econômico nacional.

“Não podemos virar a chave e desligar tudo de uma hora para outra”, disse, referindo-se à possibilidade de manutenção do benefício no segundo semestre deste ano.

Caso o benefício seja mantido, o secretario frisou que o governo precisará analisar um modo para o seu financiamento. Carlos da Costa disse que o governo pode desmembrar o auxílio emergencial aos poucos. E, seguindo as medidas de reabertura da economia ou as reformas pretendidas pelo governo antes de a pandemia afetar todo o território nacional.

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