Quantidades de brasileiros em home office caiu em novembro de 2020

A quantidade de brasileiros em home office, trabalho remoto, continuou em redução em novembro de 2020 e alcançou 7,3 milhões de profissionais, queda de cerca de 260 mil pessoas em comparação com o mês anterior, outubro.

Isso corresponde a 9,1% dos 80,2 milhões de profissionais ocupados e não afastados da sua função. A estatística faz parte da pesquisa referente ao trabalho remoto no Brasil ao longo da pandemia de COVID-19, anunciado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo com o IPEA, o ganho desses profissionais cresceu 32 bilhões de reais, uma quantia equivalente a 17,4% dos R$ 183,5 bilhões da massa de rendimentos efetivamente recebida por todos os ocupados no Brasil. Em outubro, 9,6% dos funcionários ocupados e não afastados foram responsáveis por 18,5% da massa de rendimentos.

O mercado formal segue como maioria no sistema de teletrabalho, que corresponde a 6,2 milhões de profissionais 85% do total. Já na informalidade eram 15% dos trabalhadores ou 1,1 milhão de brasileiros que realizaram atividades de modo remoto.

Divisão das pessoas no serviço em home office

De acordo com o estudo, 30% da massa de rendimento na distribuição por setor, foi realizada por profissionais na área de serviços que não se encontravam em home office, 16,4% corresponderam ao segmento público, 14,7% na indústria e 10,7% no comércio.

A contribuição das pessoas em trabalho remoto é parecida a contabilizada com os funcionários da indústria ou da área pública, já que foram responsáveis por 17,4% da massa em novembro.

Quantidades de brasileiros em home office caiu em novembro de 2020
Foto: Agencia Brasil

O país contava com 2,85 milhões de profissionais atuando de modo remoto em novembro no segmento público e 4,48 no cenário privado. Ou seja, 39% dos funcionários em home office pertenciam ao segmento público, o que equivale ao maior percentual desde o começo da pesquisa.

Conforme o Ipea, o estudo usado dados da última avaliação do da Pnad Covid-19, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para Geraldo Góes, um dos autores da pesquisa intitulada O Trabalho Remoto e a Pandemia: o que a Pnad Covid-19 “nos mostrou, conclui uma etapa de avaliações sobre os impactos da pandemia no mercado de trabalho. Essa nota encerra um ciclo que nos permitiu fazer um retrato do trabalho remoto no país”, observou.

Regiões

O Sudeste seguiu como a região que manteve a maior parte de pessoas em trabalho remoto (58,3%) e o Distrito Federal (20%), Rio de Janeiro (15,6%) e São Paulo (13,1%) possuíram os maiores percentuais de pessoas nessa posição. Já os menores percentuais foram encontrados no Pará (3,1%), no Amazonas (3,5%) e no Mato Grosso (3,8%).

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