Estudo do Sebrae mostra que 60% dos pequenos empresários querem investir em 2021

Um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) revelou que 63% dos proprietários de micro e pequenas empresas tem intenção de investir nas suas empresas neste novo ano. As entrevistas foram feitas entre os dias 20 e 24 de novembro de 2020, com mais de 6130 empreendedores de todos os estados brasileiros.

De acordo com a pesquisa, os empresários contam com o desejo de injetar capital, especialmente, em anúncios, modernização de produtos e processos, aumento do portfólio de produtos, serviços, atendimentos e capacidade produtiva.

Ainda que a boa parte de micro e pequenos empresários tencionem colocar dinheiro nos seus negócios neste ano, 27% alegaram não ter como fazer investimentos, enquanto 10% reconheceram que almejaram criar um fundo de emergência.

“A pandemia trouxe o censo da necessidade da precaução para a rotina dos empresários, uma postura que passa a fazer parte do dia a dia dessas empresas. Acreditamos que esta foi uma lição que veio para ficar”, destacou o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

Redução de faturamento

O estudo do Sebrae indicou ainda que, no mês de novembro, ocorreu uma diminuição na velocidade de retomada das micro e pequenas empresas. Pela primeira vez, após seis meses de redução da queda da lucratividade, a baixa no faturamento médio obteve nova aceleração (saltou de uma queda de 36% em setembro, em comparação com o mesmo mês no ano passado, para uma redução de 40% em novembro).

Estudo do Sebrae mostra que 60% dos pequenos empresários querem investir em 2021
Foto: Agencia Brasil

Conforme o estudo, aconteceu ainda um aumento da quantidade de empreendedores que apontaram estar com muitos problemas para dar continuidade aos seus negócios (de 43%, em setembro, para 47%, em novembro).

Pesquisa do Sebrae apontou inovação durante a pandemia

A pesquisa do Sebrae revelou também o perfil dos empresários em adicionar inovações nos seus negócios como uma maneira de ultrapassar as dificuldades causadas pela pandemia de COVID-19. De acordo com o estudo, entre os meses de setembro e novembro, subiu de 39% para 43% o número de negócios que começaram a fornecer novos itens ou serviços devido a pandemia.

O levantamento indicou ainda o crescimento, nesta época, de 67% para 70%, de negócios, que comercializam pela internet. Segundo os entrevistados, o WhatsApp é o canal mais usado (84%), seguida pelo Instagram (54%) e Facebook (51%). A utilização de sites de lojas online próprias saltos de 18% para 23% nos meses de junho e novembro.

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