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Para mim, o que significa empreender online?

Desde muito tempo, bem antes de eu começar a trabalhar com a internet, ela já me fascinava. Eu não fui dos mais precoces na adesão ao mundo virtual; lembro-me que nos meus primeiros contatos com o próprio computador, já não era uma criança.

Para falar a verdade, só o fiz quando já estava a cursar a faculdade de publicidade. Mas, anos antes, ao ouvir as primeiras informações que me chegaram sobre essa rede de comunicação que já havia tomado conta de boa parte do mundo e que estava a consolidar-se também em meu país, meu espirítio empreendedor ficava a questionar-se sobre o que se poderia fazer com isso.

Lembro que meus primeiros raciocínios a respeito eram mais ou menos esses: “isso é fantástico! Imagine uma loja que possa vender para qualquer parte do mundo”.

Na altura eu nem sabia ao menos o que estava pensando, mas a idéia de ter um negócio que não precisasse ficar restrito a apenas um bairro ou uma cidade fazia minha cabeça dar voltas.

Eu não sabia “como fazer” e nem mesmo se o que pensava era possível, mas essa idéia de “expansão ilimitada” era o que estava começando a se construir em minha mente em relação aos negócios online.

Empreender na internet significa ter liberdade

Voltando um pouco na história, acho que é meio estranho dizer que alguém que optou por uma faculdade de publicidade não tenha tido anteriormente nenhum contato com um computador, mas posso garantir que essa é a pura verdade.

Vou mais além e digo que antes disso eu trabalhava com agricultura e pecuária. Isso mesmo: bois, cavalos e plantações (de limão).

Meu ingresso na faculdade aconteceu por acaso, mais por eu ter visto num jornal que o vestibular para esse curso imprescindia de matérias exatas do que por ter algum dia pensado em ser publicitário.

À idéia de facilidade da prova, eu associei o fato de, devido aos meus negócios da época, eu ter me tornado amigo do dono de uma grande agência de publicidade em minha região e em poucos meses lá estava eu: cursando publicidade e estagiando na dita agência.

Rapidamente eu me habituei ao uso do computador e, um ou dois anos depois eu estava razoavelmente bom em alguns softwares de edição gráfica e de imagem – o que futuramente me ajudou bastante em meus negócios online.

Bem, depois disso muita história ainda rolou e eu cheguei a ter minha própria agência de propaganda, por aproximadamente dez anos.

Mas durante todo esse tempo, meu envolvimento com o desenvolvimento web foi quase zero. Quando muito, me atinha a opinar nos layouts dos sites que meu pessoal criava para alguns de nossos clientes e só.

Mas nesse tempo, eu já acessava a internet constantemente, para muitos fins, e estava antenado em tudo o que ocorria nela mundo afora.

E sempre que a pressão aumentava nos negócios (acho que não existe ambiente de trabalho sob maior pressão do que uma agência de propaganda) a idéia de “liberdade” sugerida pela internet me vinha a cabeça.

Olhando um pouco para o passado, parece-me que algo estava mesmo escrito, pois lembro-me de ter uma certa obsessão pelo uso da internet em minhas atividades.

Certa vez causei até um pequeno transtorno nas atividades diárias da agência ao decidir migrar nosso software de gerencimanto, instalado num servidor local, para uma versão web, afim de que eu pudesse acessar tudo de onde quer que estivesse. Memórias!

liberdade_financeira

Quando resolvi trabalhar na internet

Como tudo tem um fim, um dia resolvi que o que estava fazendo havia tomando rumos diferentes do que eu planejara e decidi que a história da agência havia acabado para mim.

Negociei minha saída com meu sócio e fui em busca de outros rumos pra minha vida. Nessa altura, onde você acha que fui “buscar” novas maneiras de “ganhar dinheiro”? Claro, na internet!

O Google já existia e lembro-me que o número de resultados que ele me proporcionou naquele momento não era nem de longe algo parecido com o que encontram as pessoas que fazem a mesma busca hoje em dia.

Além disso, nada do que vi me agradou e senti-me mesmo como um cego em meio a um tiroteio, onde cada bala era uma armadilha revestida de uma página web a me convidar a associar-me a algo ou a digitar os números de meu cartão de crédito em algum formulário.

Meu ceticismo me fez desistir, evidentemente. Mas não por muito tempo. Continuei a pesquisar e ler sobre “ganhar dinheiro na internet” e logo passei a me interessar pelos temas SEO e SEM e comecei a ver naquilo a minha primeira oportunidade de negócio genuinamente legítima.

Não seria difícil contactar alguns dos clientes da agência e oferecer meus serviços. Comecei a fazer alguns cursos na área e assinei uma dúzia de blogs sobre o assunto.

E em algum tempo já estava a trabalhar profissionalmente com isso, o que acabou por me fazer começar a pensar novamente em uma estrutura empresarial, para adentrar mais agressivamente no mercado. Só que, paralelamente aos meus estudos, comecei a criar alguns projetos pessoais, afim de testar meus conhecimentos, e comecei a ver que aquilo poderia realmente “ter futuro”.

Como os investimentos para se iniciar um negócio na internet são relativamente baixos, decidi apostar no volume e colocar o máximo de idéias em prática. Tudo isso ao mesmo tempo em que atendia também alguns clientes e que a demanda por parte deles e a pressão pela criação de uma empresa aumentava…

Um ano depois, com alguns projetos já engrenados e a certeza de que poderia vir a ganhar um bom dinheiro trabalhando puramente na internet, estava certo do que queria: não voltaria mais a ter uma estrutura empresarial (na forma como são tradicionalmente concebidas) e começaria a investir cada vez mais em meus próprios projetos, em detrimento ao atendimento de clientes, pois eu havia encontrado o significado da exepressão “empreender na internet”, que, para mim, muito mais que dinheiro ou qualquer outra coisa, passou a ser “ter liberdade”.







Um comentário para “Para mim, o que significa empreender online?”

  1. Olá,

    É a primeira vez que visito o seu blog, adorei!
    Espero ler mais dos seus artigos e conhecer melhor o seu trabalho,

    Tenha um dia Fantástico,
    Fabio Pinheiro

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